5 de Janeiro de 2012
Sem emprego e lutando desde há vários meses, com um futuro cada vez mais incerto, estes trabalhadores têm necessidade de uma ajuda urgente. Por Loren Goldner
Desde há muitos meses, os operários do campo petrolífero de Ozenmunaigas estão em luta contra os patrões da companhia petrolífera estatal KazMunayGas.
Primeiro, o motivo da disputa foram os adicionais de insalubridade e periculosidade, prometidos mas nunca pagos. No entanto, o movimento que se iniciou com uma greve de pequenas dimensões em breve se ampliou, envolvendo milhares de trabalhadores com reivindicações mais vastas. A isto o Estado respondeu com brutalidade.
Cerca de 1.000 trabalhadores foram demitidos. Dois dos representantes eleitos dos trabalhadores, o sindicalista Akzhanat Aminov e a advogada trabalhista Natalya Sokolova, foram presos. Sokolova foi condenada a seis anos de prisão, sob a acusação de «estimular os conflitos sociais». A casa de outro representante dos trabalhadores foi completamente destruída num incêndio e um conhecido militante, Zhalsylyk Turbaev, foi assassinado.
O ataque mais grave ocorreu em 16 de Dezembro de 2011 na cidade de Zhanaozen, quando as forças policiais desocuparam a praça pública, onde muitos trabalhadores tinham instalado um acampamento de protesto. O governo invocou um plano para uma «festa de feriado» como desculpa para a desocupação. Quando os trabalhadores se recusaram a sair, a polícia abriu fogo contra a multidão. O governo decretou então a suspensão da imprensa, da internet e dos telemóveis [telefones celulares], o que dificulta o conhecimento detalhado da situação, mas tem-se a certeza de que pelo menos dez trabalhadores foram mortos — o que o próprio governo confirma — e várias centenas foram feridos.
Sem emprego e lutando desde há vários meses, com um futuro cada vez mais incerto, estes trabalhadores necessitam de uma ajuda urgente. Além de prosseguirem a luta, eles vêem-se ainda obrigados a alimentar-se a si e às suas famílias. Trata-se de uma situação em que, literalmante, cada moeda ajudará. Os trabalhadores tomaram a firme decisão de continuar com a luta e nós, por nosso lado, podemos ajudá-los na medida em que contribuirmos para a sua segurança económica. Agora há uma possibilidade real de que os trabalhadores consigam uma vitória, porque depois do ataque policial de 16 de Dezembro o movimento de contestação difundiu-se por toda a região, tendo os operários dos campos petrolíferos de Kalamkas e Karazhanbas decretado greves de solidariedade.
Há poucos meses atrás foi criado um fundo de apoio económico àqueles trabalhadores em greve. Este fundo é administrado por várias personalidades conhecidas no Kazaquistão — entre outros, o sindicalista Igor Kolov, o artista Kanat Ibragimov, o escritor Mukhtar Shakhanov, o jornalista Ryspek Sarsenbayev — para assegurar uma repartição equitativa dos donativos. A conta bancária foi aberta por Paul Murphy, membro socialista do Parlamento Europeu, que já fez uma visita aos trabalhadores em greve.
Eu estou a recolher fundos desde que chegaram notícias do ataque de 16 de Dezembro, e continuarei a angariar donativos até 12 de Janeiro deste ano. No dia seguinte, enviarei o montante total para o fundo de apoio aos trabalhadores. Quem deseje contribuir para a minha recolha de fundos pode enviar qualquer montante através do PayPal ou do Amazon Payments para paulwasright@gmail.com (se não tiver uma conta no Pay Pal e não quiser criar uma, pode ir para
http://www.paypal.com/xclick/business=paulwasright@gmail.com
e clicar “Don’t have a PayPal account?” (“Não tem uma conta PayPal?”), o que lhe permitirá contribuir com um cartão de crédito ou de débito. Outra possibilidade é através de transferências bancárias.
Os dados do fundo são:
Workers Solidarity Fund
IBAN BE29 7340 3242 2964
BIC KREDBEBB
fonte: passapalavra




